sexta-feira, 17 de maio de 2013

Passado-Presente-Futuro

Cada vez que caíste, pensas-te no passado. Naqueles que ficaram lá e tu queres de volta. Mas depois pensas que nada mudou para que isso aconteça, ou se mudou foi para pior. E lembras-te que tu só sentes falta disso porque já te esqueces-te do quanto doeu. O tempo passou e amenizou toda a tua raiva. E a partir daí trouxe-te saudades de momentos que, por muito difícil que seja de perceber, eles não vão voltar. Porque quando nós deixamos alguém para trás, a vida continua para todos e as mudanças acontecem. E é inevitável, que todos pensemos que vamos encontrar tudo tal e qual como deixamos e não é assim. Mudou tudo. E quando te apercebes disso, afinal percebes que destruíste as memórias e as saudades e voltaste ao “nada”. Voltar atrás não é um caminho para seguir em frente. Seguir em frente é encontrar novos caminhos, novas pessoas, novos sorrisos e novas histórias.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Memories ... but (c)arry on

Passaram quatro meses. É tão pouco, mas foi o suficiente para fazer uma diferença enorme. Perdi o chão, e pelo contrário nunca mais o tive por alguém. Aprendi a conquistá-lo, a construi-lo por mim, porque assim podem ir ou ficar conforme queiram, que eu não me vou voltar a perder. Não quer dizer que a minha vida não tenha melhorado, que não tenha feito coisas diferentes, que não tenha vivido. Fiz tudo isso, diverti-me, aprendi, errei, caí e levantei-me. Tudo em quatro meses. As únicas diferenças? As únicas diferenças são que não tive as mesmas mensagens de bom dia nem de boa noite, que não procurei os mesmos sítios para estar, não procurei as mesmas pessoas para se sentarem ao meu lado. Mais! Não procurei mais as pessoas com quem julgava contar. Até há quatro meses atrás, eu estava demasiada preocupada em suportar alguém que me tirava todo o tempo que eu tinha para mim e para os outros, que me deixou sufocada até ao limite. Mas não, não me arrependo de nada. Nem de um ano e meio dessa vida nem de me “ter ido embora”, porque só assim é que deixei de me sentir mal comigo mesma e ganhei aquilo que já não tinha há muito tempo: confiança e amor próprio. Não me queixo do “agora”, mas inevitavelmente há memórias que trazem saudade, isso há …

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Life

Às vezes sinto saudades daquilo que eras para ti, para mim. Daquilo que eras verdadeiramente, não daquilo que entretanto te tornaste. A frieza, o desprezo, o desespero e a falsa angústia que já não me conseguem convencer. E vivemos assim, sendo uma cópia mal tirada, uma sombra daquilo que fomos. O sentimento mudou enquanto os tempos mudaram. E hoje o orgulho que sinto consegue diminuir, quando antes isso era impossível. Hoje o olhar que me dava segurança, já não tem mais esse efeito. O abraço que antes era sentido, hoje é só mais um. É estranho que as pessoas se tornem naquilo que dizem que nunca se vão tornar, mas é tão estranho quanto verdade. Parecem cegos atrás de coisas que não são tudo na vida, enquanto deixam passar aquilo que é. Deixam passar os verdadeiros amigos, deixam passar a família, deixam passar tudo só porque julgam que alguma coisa é tudo. Não é. E tenho pena que não vejam, mas desta vez, eu já deixei de me preocupar, porque quero ficar por perto.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Make it real

Acorda todos os dias. Esboça um sorriso. Rejeita todas as lembranças de quem não fez nada por ti. Dá valor aqueles que se lembram que existes. Mostra que és capaz. Mostra que és confiante. Não deixes que te rebaixem. Não te sintas menos que ninguém, porque não o és. Luta. Respira fundo. Segue em frente. Aguenta. Aguenta, porque um dia vai compensar. Vais-te rir do que te fez sofrer quando olhares para trás. De todos aqueles que aturas-te e não suportavas e de todos aqueles que não te suportando te aturaram. Mas olha para trás, apenas se for para rir, se for para chorar, esquece. Segue os teus sonhos. Sê livre. Faz o que quiseres. Torna os teus dias diferentes. Não cries rotinas. Sê diferente. Arranja uma vida que não te canse. Podes ser o que quiseres, menos eterno. Por isso quando o último dia chegar, não te arrependas de ter vivido. Espera apenas que a vida não te tenha passado ao lado.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Life goes on

O quarto está mais vazio. Faltam peças que eram e não eram minhas ao mesmo tempo, faltam fotos que foram arrancadas e deitadas para o lixo, faltam lembranças para que a cabeça não puxe pelas memórias. Há palavras que ainda ecoam cá dentro, que dão voltas e voltas à procura de respostas. Mas são só isso: palavras. E é exatamente por isso que a importância das coisas diminui a cada dia que passa, é tudo mais fácil, são as ações que passam a contar. E de repente, o horizonte abriu-se e a vida começou a fazer sentido. É por isso que às vezes precisamos de reciclar as pessoas que estão do nosso lado, porque por muito que desejemos que elas fiquem, elas podem não ser o melhor para nós. Tudo o que vai, dará lugar a alguém melhor. Toda a gente nos vai ensinar alguma coisa, e ficam o tempo que têm de ficar, enquanto o tempo de uns acaba, de outros começa. E é assim, se não sorrimos constantemente pela mesma piada, jamais vou chorar duas vezes por aquilo que me magoou. Um dia as coisas acabam, e a história continua.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Em 2012...

Em 2012…

… Aprendi muito daquilo que precisava para ser melhor. E cheguei ao fim do ano melhor, tal como queria.

… Ganhei pessoas que havia perdido no ano passado, mas que ao gostarem mesmo de mim voltaram. Descobri quem é que estava ao meu lado sempre, mesmo que tivesse passado um ano longe de mim, porque quando precisei não falharam.

… Percebi que as pessoas são mais complicadas do que o que parecem, e muitas delas só estão ao nosso lado por interesse, até deixarem de precisar. Podemos fazer tudo por alguém mas nunca será suficiente, enquanto outros estão a precisar de nós e dariam tudo para ter metade dessa preocupação. São esses a quem devemos dar valor.

… A felicidade tomou conta de mim em grande parte do tempo e esta conquista-se a cada dia. A confiança que temos a cada novo ano, deve estar presente todos os dias quando acordamos.

… Descobri que a família, por muitos defeitos que tenha, será a única a estar connosco nos bons e nos maus momentos.

… Dei valor à liberdade porque é das melhores coisas que temos.

… Entendi que palavras bonitas são só palavras, porque se as atitudes não as acompanharem, não servem de nada.

… Confirmei que o “para sempre” não existe, porque tudo acaba um dia.

… Confirmei que muita gente não se respeita, mas depois exigem respeito dos outros como se o merecessem.

… Percebi que elevei demasiado as expectativas para pessoas que não valem nada.

… Descobri que posso estar rodeada de gente que a única com quem posso contar é comigo.

… Descobri que até os piores momentos conseguem ter alguma coisa de positivo.

… A verdade esteve sempre à minha frente, eu é que não a vi.

… Sofri e percebi que a dor fortalece as pessoas mas também as torna mais frias.

… As críticas negativas dos outros foram só uma tentativa de me mandar abaixo.

… Os sonhos passaram a ser para se concretizarem.

… As opiniões de gente inútil foram… opiniões inúteis.

… Tive coragem para enfrentar os problemas, porque só assim os venci.

… Descobri que a vida nos pode virar do avesso, mas que afinal o avesso pode ser o lado certo.

… Tudo o que acabou foi para dar lugar a coisas melhores.

… Descobri que sou mais forte do que imaginei.

… Descobri que vou cair inúmeras vezes, mas em todas elas me vou conseguir levantar, porque aconteça o que acontecer, a vida continua.

“Never let your fear, decide your fate”

sábado, 15 de dezembro de 2012

Sentimentos

Gostava de conseguir expulsar a raiva através das palavras, através das frases com sentido, que já não consigo construir. Gostava de voltar a ter o tempo do meu lado, em que cada segundo era meu amigo e não meu inimigo. Agora o avesso é mesmo o avesso, a queda foi grande, e para além de ter que me erguer, ainda tenho que encontrar o lado certo da vida. Não tenho nada a perder, mas isso tira-me a vontade de ganhar. Não tenho lágrimas nem sorrisos, tenho a alma que de vez em quando perde-se no espaço que agora é apenas meu. Para além das minhas paredes, sei que existe o ‘eu’ que não entrou pela porta do meu abrigo e que agora quero voltar a encontrar. Quero que a frieza da minha pele não seja mais a do meu coração, quero ter a coragem de sair daqui e de me voltar a encontrar. Quero as minhas certezas de volta, elas que impedem que os meus erros se reflitam naquilo que sou. A única promessa que faço é que quando voltar a estar de pé ninguém mais me vai conseguir sequer fazer baixar a cabeça.