segunda-feira, 6 de agosto de 2012

«Vozes de burro não chegam ao céu»

Nunca poderemos pedir muita coisa a quem pouco sabe fazer, afinal de contas isso seria o mesmo que pedir um poema a alguém que não é poeta: há a intenção, mas nunca teria o toque que faria as palavras voarem com ritmo e rumo. É essa a diferença entre amigos e inimigos. Devemos perceber quem é que nos dará asas para ir mais além e quem é que nos vai amparar se nos magoarmos no caminho. E enquanto estamos a voar, há uns que nos vão tentar apedrejar na tentativa de que o caminho seja curto. No entanto não será. Terei força, terei fé e o caminho será longo, com uma meta a atingir. Aqueles que me viram partir, serão os que esperarão por mim à chegada, tenho a certeza. E antes de perderem todo o tempo comigo, deviam perceber que quando me tentarem atingir, eu estarei sempre um degrau acima e um passo à frente. Eu serei cada vez mais forte pois aprendi que «vozes de burro não chegam ao céu».

domingo, 5 de agosto de 2012

Michael Phelps - A bala de Baltimore

Mesmo não conhecendo a história de um atleta que despoletou para as luzes da ribalta em Pequim no ano de 2008 – apesar de ter brilhado em Atenas em 2004 - Michael Phelps não é indiferente até para aqueles que pouco sabem de natação. Ontem chegou ao fim o reinado de um campeão, no que aos Jogos Olímpicos diz respeito, que «alcançou tudo aquilo a que se tinha proposto» somando tantas medalhas (22) quanto Portugal ao longo de 100 anos de presenças olímpicas. Estes números tornam-se ainda mais assustadores se tivermos em conta que 18 (!) delas são de ouro! A «bala de Baltimore» - alcunha pela qual é conhecido – fez mais do que conquistar «apenas» medalhas, como também colocou a fasquia a um nível a que dificilmente alguém chegará nos próximos anos. E por falar em fasquias, é sempre bom relembrar que também ele ultrapassou um máximo que perdurava há 48 anos e que pertencia à ginasta soviética Larissa Latynina, que havia conquistado 18 medalhas olímpicas. Mais uma prova de que para os campeões não se conhecem limites, por muito difíceis que as metas possam parecer. Se dúvidas restassem, ficaram esclarecidas: Phelps é mesmo o novo «monstro das piscinas».