sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

thinking about it


Não guardo o mínimo de rancor de ti, das tuas decisões acertadas ou erradas, consoante o ponto de vista. Não guardo, agora, nem quando me viraste as costas. O sofrimento que deixaste foi nulo, seria certo comparar-te a uma paragem de autocarro: deixei-te para trás e não mais me importei com isso, afinal de contas foi só mais uma estação. Não quer dizer que não me lembre de ti, foste um local interessante de se parar e observar, porque nada é o que parece, mas onde apenas fiquei durante poucos segundos da minha vida, comparado com o que ainda tenho para viver. Posso até ser fria, mas afinal tu não mereces mais do que isto, do que o desprezo que todos os dias te esfrego na cara. Deixaste algumas coisas, mas estão todas fechadas numa gaveta longe de mim, que não abri até hoje, nem tenciono fazê-lo. E sabes qual é a única coisa que penso quando olho para pessoas como tu? “Porque raio é que elas não pensam com a própria cabeça?”

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

(S)ummer


Ela bateu com a porta, ainda não voltou. Deixei-me cair sobre o sofá, enquanto uma leve brisa me passava pelo rosto, tentando amenizar o calor que eu sentia nesta tarde de Verão. O relógio parou, ou será só impressão minha? Consegui adormecer e esquecer-me deste Mundo. Entrei num novo, em que tudo era como dantes, tudo estava bem, eu poderia voltar a abraçá-la. Eu senti saudades de todas as vezes em que me fui embora e ela não queria, ela não deixou. Ela tentou. Ela tentou e eu virei-lhe as costas, quando só queria ficar com ela. Não acreditei em nada, até ela me voltar a dizer que nunca me queria perder. Sabia bem ouvir isso, ler isso, porque eu sabia que essa era a verdade. E eu voltava sempre para perto dela, eu precisava, eu queria. Eu preocupo-me com ela, ainda, como sempre preocupei desde que a conheci. Voltava a protegê-la, a não deixar que nada a magoasse. Mas isso agora interessa? Nós não queremos saber. Voltei a acordar, a casa continua vazia…

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Seventeen


Crescer é obrigatório, aprender é necessário. Lutar é proteger, defender é estratégia. Carácter é uma palavra para alguns, é personalidade para outros. O sempre é uma opinião, nem sempre uma realidade. Um obstáculo é perigoso, mas é uma forma de aprendizagem. Cair não é grave, ficar no chão é. Pensar é reflectir, mas pode não ter fundamento nem finalidade. Gerir é jogar com o que se tem, é deixar o melhor para o fim. Ideias brilhantes podem tornar-se absurdas e vice-versa. Sorrir nem sempre é sinónimo de felicidade, mas pode ser de tristeza. Lágrimas a mesma coisa. Não importa se estamos a ganhar no inicio, só se vão lembrar do fim. Viver é abstracto, abstracto é o Mundo.

17 pode ser só um número, mas pode significar muita coisa.