Gostava de conseguir expulsar a raiva através das palavras, através das frases com sentido, que já não consigo construir. Gostava de voltar a ter o tempo do meu lado, em que cada segundo era meu amigo e não meu inimigo. Agora o avesso é mesmo o avesso, a queda foi grande, e para além de ter que me erguer, ainda tenho que encontrar o lado certo da vida. Não tenho nada a perder, mas isso tira-me a vontade de ganhar. Não tenho lágrimas nem sorrisos, tenho a alma que de vez em quando perde-se no espaço que agora é apenas meu. Para além das minhas paredes, sei que existe o ‘eu’ que não entrou pela porta do meu abrigo e que agora quero voltar a encontrar. Quero que a frieza da minha pele não seja mais a do meu coração, quero ter a coragem de sair daqui e de me voltar a encontrar. Quero as minhas certezas de volta, elas que impedem que os meus erros se reflitam naquilo que sou. A única promessa que faço é que quando voltar a estar de pé ninguém mais me vai conseguir sequer fazer baixar a cabeça.
sábado, 15 de dezembro de 2012
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Stay
É porque preciso fazer este buraco desaparecer
É engraçado, és tu quem está em ruínas
Mas eu sou a única que precisa de ser salva
Porque quando tu nunca vês as luzes
É difícil saber qual de nós está a desabar
Não tenho muita certeza de como me sentir quanto a isso
Algo no teu jeito
Faz com que eu acredite que não é possível viver sem ti
Isso leva-me do começo ao fim
Eu quero ficar
Eu quero que tu fiques
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