Não é tão fácil lidar com as emoções como parece. A cada momento que tentamos chegar à perfeição, a corda é mais fina, o precipício mais alto. Cada vez balançamos mais, respondemos a um corpo que treme mas não cai. Temos olhos postos em nós, atrás de nós, como que esperando o primeiro tropeção. Podemos ser substituídos para os que nos querem mal, somos insubstituíveis para os que estão do nosso lado. E quantos deles não estão dentro de nós, na corda bamba connosco? Errar voltou a doer.
Vi-os crescer como pessoas e como banda. Vi-os a criar letras de sofrimento mas também de amor. Vi paixões mas acima de tudo amizade. Vi a Hayley sofrer e exteriorizar o que sentia nas músicas que escrevia. Vi-os quase a desistir, e a não fazê-lo por nós. Vi o Josh e o Zac irem embora, vi o Taylor a chegar. Vi a esperança nos olhos do Jeremy. Vi mudanças de estilo e de cor de cabelo. Vi viagens, cidades, lugares e concertos. Vivi emoções, lágrimas, sorrisos, desejos e sonhos. Vi a força chegar porque eles ma deram, vi a minha vida refletida nas letras das músicas, vi a fé em cada um deles. Vi exemplos a seguir, vi pessoas completas. Eles estão connosco mesmo que estejam do outro lado do Mundo. E então, não somos uma verdadeira família? ♥
Para ter sucesso, é preciso trabalhar. Não nos devemos lembrar disso apenas nos momentos importantes, mas sim durante todo o percurso. Ninguém sabe os dias que passei a treinar, com um sol impossível ou com uma chuva que levava tudo à frente. Poucos sabem o que é treinar todos os dias para melhorar, para chegar a um sonho. É durante esse caminho que sonhamos com oportunidades e sorte. Aquela sorte que se fabrica com otimismo e vontade. A minha sorte chegou, num clube que me deu a oportunidade que muitos não deram. Agora aquilo que fiz durante onze anos sozinha, posso fazê-lo com um grupo que me vai ajudar a evoluir e a chegar aos meus objetivos, individuais e coletivos. O sonho está a começar e o percurso vai ser duro, mas é dos obstáculos que se fazem os grandes jogadores.